Guardar arquivos na nuvem é seguro?

Você já deve ter visto ofertas de armazenagem de arquivos na “nuvem” e talvez até já tenha arquivos guardados em sites como o Google Drive, iTunes, OneDrive, etc.

A oferta é tentadora e muito interessante. A maioria tem custo zero para quantidades razoáveis de espaço para guardar seu arquivos.

Perfeito, mas você já pensou que outras pessoas podem ter acesso a estes arquivos e espalhá-los para outras pessoas? Se não forem informações que possam trazer algum prejuízo para você, não há motivo para preocupação.

Mas o armazenamento em nuvem traz um benefício que, faz com que acabe-se jogando para lá, arquivos os quais queremos ter acesso a qualquer momento, em qualquer lugar, não ficando no nosso micro de casa e não podermos ter acesso quando lá não estamos. Imagina se você quer mostrar as fotos do filho ou de sua última viagem para os amigos quando está com eles na pizzaria. Se estiverem em casa no micro não é possível.

Guardar estas fotos e outros arquivos na nuvem para ter acesso de qualquer lugar a qualquer hora é uma vantagem enorme.

Mas você precisa pensar bem antes de tomar esta decisão. O que está na nuvem é de domínio do mundo, pessoas de bem e pessoas do mal. Com as pessoas do bem não há maiores preocupações. Mas com que tem o mal nas veias. E aí não se incluem apenas pessoas do nosso relacionamento que por algum motivo querem nos prejudicar (ciúmes, inveja, vingança, etc.) com também pessoas com vontade de se divertir com o desespero dos outros.

Como se proteger deles?

Isto é mais simples do que parece, mas também um “pouco” perigoso para pessoas “esquecidas”. O segredo é a criptografia. Esta técnica é bastante antiga, usada por exemplo pelas forças armadas para trafegar informações sigilosas entre os membros da organização, sem o perigo de que estas informações sejam lidas ou vistas por que eles não desejam, como por exemplo o inimigo.

O que é criptografia? É a “arte” de embaralhar dados (textos, fotos, etc) de uma maneira que não façam o menor sentido para outra pessoa. Um exemplo “bobo” que usávamos na infância é a “língua do pê”. “Pepsptpopu pepspcprpvpepnpdpo po pmpepu pbplpopg.” O que? Decifrando: “estou escrevendo o meu blog”. Entendeu o que é criptografia? Mas este exemplo, qualquer um, com um pouco de esforço, consegue decifrar.

Mesmo sem perceber, você já é usuário de criptografia quando usa alguns sites de internet, como por exemplo bancos. O acesso a sites com dados pessoais deve ser sempre feito com criptografia e para isto foi criado o protocolo SSL, que nada mais é do que criptografar os dados que trafegam entre o seu micro e o servidor do site que você está acessando. O dados mais típico que precisa ser criptografado, é a senha. De que adiantaria você digitar a senha no seu micro e esta ser transmitida até o seu banco sem ser criptografada. Qualquer curioso, bisbilhotando os bits sendo transmitidos do seu micro para o banco, passaria a saber qual é a senha da sua conta. A criptografia é garantida pelo protocolo SSL usado em sites que iniciam com https://. Não vou entrar em mais detalhes sobre isto aqui, pois não é o objetivo deste artigo, porém recomendo que você se preocupe sempre, ao acessar um site em que digite dados que outros não devam saber, que este site comece com https://. Mesmo que não seja, tente forçar esta sequência de caracteres antes do link que você está acessando.

Voltando ao nosso assunto de guardar arquivos na “nuvem”, guarde sem medo, desde que utilize uma ferramenta de criptografia para fazê-lo.

Existem várias ferramentas de criptografia disponíveis na internet, como por exemplo Boxcryptor, TrueCrypt,…, etc.

Eu uso o “Boxcryptor” que é compatível com Windows, Mac, IOS e Android. Basta instalá-lo nos seus computadores e smartphones, e você terá ao seu alcance todos os arquivos que você armazenar na nuvem em todos os equipamentos. A cada vez que você salvar um arquivo para a nuvem, o mesmo será criptografado e cada vez que você baixá-lo, ele será descriptografado.

Mas aí vem o pulo do gato. Quando dei o exemplo da “língua do pê” a chave de criptografia (senha que guarda ou abre cada arquivo) era a letra p. Esta senha é muito insegura pois qualquer um com um pouco de esforço, descobre qual é.

Você deve escolher uma senha de criptografia BEM FORTE, ou seja, comprida (mais de 10 caracteres), com caracteres maiúsculos e minúsculos, números e caracteres especiais  tais como &, #, !, $, (, ), @.

Mas um lembrete muito importante: a senha de criptografia não fica salva em nenhum lugar. Não adianta pedir para recuperá-la no futuro, pois isto é IMPOSSÍVEL. Você deve memorizá-la ou guardar em um local em que só você saiba encontrá-la. Esta senha embaralha o arquivo e desembaralha. Qualquer outra senha, nunca vai conseguir fazê-lo. É aí que está a garantia. Nem NSA consegue saber o que você guardou.

Faça bom proveito da nuvem.

Eduardo - Huesmann

Especialista em Infra-Estrutura de TI, Segurança e Gestão há 40 anos

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